EVANGELIZE ENSINANDO

Esta é uma ferramenta apropriada para a Igreja alcançar às pessoas não-crentes para Cristo. É mais que um folheto evangelístico: é um curso bíblico nos lares. São apenas cinco lições aplicadas em cinco encontros, conforme a disponibilidade dos que vão ensinar e dos que irão receber as aulas em suas casas.

Primeiro comece por sua casa se for necessário. Em seguida, por seus amigos, por fim, consulte o guia de orientação da revista e veja como alcançar as pessoas que você não conhece.

Portanto eis uma oportunidade para quem deseja evangelizar. Quando se ensina a Palavra de Deus, ficamos conscientes de que praticamos um evangelismo eficiente e eficaz.

quarta-feira, 18 de março de 2015

O CAMINHO É APERTADO E ESTREITO

O evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo não tem fronteiras, ele é comunicado a todas as nações. A Palavra de Deus sobrepõe a culturas e preconceitos humanos. No sentido lato, a Bíblia forma paradigmas que servem de modelo a ser seguido por todas as gerações. O Evangelho é uma dádiva imerecida da parte de Deus à humanidade, é a Boa Nova de salvação – “pela graça sois salvos, por meio da fé, isso não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8,9). Observe que a salvação é “pela graça”. A salvação não é dada por merecimento. Mesmo assim, o dom de Deus não nos isenta de cumprir com nossos deveres, pelo contrário, exorta-nos a praticar boas obras porque somos salvos, e não para sermos salvos. O crente imbuído da graça de Deus tem força para renunciar a si próprio, do contrário, precisa nascer de novo: “assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo” (Lc 14.33).
O apóstolo Pedro na sua primeira carta diz: “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado” (1.18,19). E Paulo diz: “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1Co 6.20). É obvio que eles estão falando do grande sacrifício que Deus fez por nós. Jamais alguém poderia pagar tão alto preço: “Homem algum pode redimir seu irmão ou pagar a Deus o preço de sua vida, pois o resgate de uma vida não tem preço. Não há pagamento que o livre para que viva para sempre e não sofra decomposição” (Sl 49.7-9). Infelizmente há muito modismo ensinado por alguns líderes religiosos, os quais dizem que para alguém ser salvo é necessário dar tudo que possui, isso não é verdade, o interesse deles é extorquir os bens dos incautos. Repito: não se pode comprar a salvação. Devemos ter muito cuidado com os falsificadores da Palavra, principalmente aqueles que se apresentam com aparência de piedade, mas negam a eficácia dela. Eles cometem todo tipo de pecado, e ainda dizem que são cristãos (ver 2Tm 3.1-7). Tais pessoas ainda não entraram pelo caminho da salvação, ainda não nasceram de novo, elas andam por caminhos largos e descem à perdição. “Esforça-te por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão” (Lc 13.24).
Sabe-se que não é fácil caminhar por um caminho estreito e apertado, principalmente quando se quer conduzir por ele bagagens de todo tamanho, isso é impossível. Agora imagine um caminho na posição vertical em direção ao céu! É como disse o Senhor Jesus: “muitos procurarão entrar, e não poderão”. Cada dia que passa vemos que esse caminho está se afunilando. Eu costumo compará-lo com um funil emborcado, onde a parte mais estreita fica voltada para cima e, além disso, há uma peneira muito fina na extremidade superior. Realmente é preciso muito esforço! Você acha fácil andar por esse caminho? Se sim, tenha cuidado, talvez ele esteja no sentido oposto em direção ao inferno. Nesse sentido, ele é largo e espaçoso e não tem a peneira. Aliás, nem é afunilado. “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” (Pv 14.12).
Portanto somente a graça de Deus nos possibilita a andar pelo caminho estreito e apertado: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”, disse Jesus. (Veja Mt 7.13).

Miss. Clésio Araújo

segunda-feira, 9 de março de 2015

FORMAR DISCÍPULOS É NOSSA MISSÃO

Pr. Renê, Pr. Dimas, Pb. Francisco e Miss. Clésio
A formação de discípulos é uma responsabilidade que Cristo transferiu à igreja. Disse: "Ide, e fazei discípulos de todas as nações" (Mt 28.19). O discípulo de Cristo deve ser um partidário declarado de suas doutrinas e ideias. Para isso, é necessário que o cristão cresça na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Não há dúvidas de que a evangelização só se torna auspiciosa quando há comprometimento e obediência ao que nos mandou anunciar as Boas Novas de salvação.
Graças a Deus que tivemos ontem na cidade de São Tomé/RN, mais precisamente na igreja AD liderada pelo Pr. Paulo Renê, e pudemos compartilhar nossas experiências na área do discipulado. Muitos crentes daquela instituição foram orientados e instruídos pela equipe da Revista O Caminho da Salvação, sobre como implantar o Estudo Bíblico no Lar (EBL). Também foi dada uma aula de campo, e deixamos algumas famílias agendadas para receberem o curso bíblico em suas casas. À noite no culto, alguns irmãos demonstraram a satisfação de ter visto e aprendido algumas estratégias de abordagens, e de como as pessoas estão abertas e sedentas para receberem a Palavra de Deus em seus lares.
Essa modalidade de evangelização foi orientada por Cristo aos seus discípulos, ao enviá-los de dois em dois às cidades, para anunciarem o evangelho. Precisamos urgentemente saímos de entre as quatro paredes dos templos ou da área de conforto, para fazermos a obra que o Senhor nos responsabilizou. Se realmente temos Cristo em nossas vidas, é impossível não fazermos o que Ele mandou: "Vós sereis meus amigos SE fizerdes o que eu vos mando" (Jo 15.14).

Parabéns a todos os irmãos da cidade de São Tomé, principalmente ao Pr. Paulo Renê que, desde alguns anos, vem utilizando a revista O Caminho da Salvação para dar Estudo Bíblico nos Lares.
Miss. Clésio Araújo e Pb. Francisco Gomes

quarta-feira, 4 de março de 2015

O CAMINHO DA SALVAÇÃO NA CONSCIÊNCIA CRISTÃ EM CAMPINA GRANDE/PB

Miss. Clésio Araújo
Depois do encerramento da 17ª Consciência Cristã, realizado na noite da última terça-feira, no Parque do Povo, em Campina, o coordenador geral do evento, Pr. Euder Faber, fez um balanço de tudo o que aconteceu durante o encontro. Para ele, a Consciência Cristã 2015 superou todas as expectativas da organização.
“Creio que essa foi uma das melhores edições do Encontro para a Consciência Cristã de todos os tempos. Havia um certo receio de que as pessoas estivessem vindo ao encontro apenas por causa de preletores como Paul Washer, mas não. Elas estão vindo por causa da Consciência Cristã em si, porque sabem que aqui vão encontrar uma boa palavra, uma boa música, uma boa literatura para adquirir na FELICC, além de ambientes e eventos específicos para jovens e crianças. Isso faz com que a Consciência Cristã seja um evento diferenciado no Brasil, sem sombra de dúvidas. Também nos dá ânimo para, a cada dia, tentarmos melhorar ainda mais o evento, tendo que, no ano que vem, ampliar a estrutura, especialmente no Pavilhão Jovem e na tenda principal. Em suma, a 17ª Consciência Cristã superou as nossas expectativas, em relação ao que foi o evento no ano passado”, disse Euder.
Pr. Euder Faber
O coordenador geral também destacou a importância do trabalho dos voluntários da Consciência Cristã que, esse ano, compunham uma equipe com mais de 700 pessoas.
“O trabalho dos voluntários foi fundamental. Sem essas pessoas, não teríamos como ter realizado este evento. Essa é uma conferência muito grande, que requer o trabalho de muitas pessoas. Por vezes, muitos tendem a achar que eu, sozinho, realizo isso tudo. Mas é impossível fazer algo só, ainda mais, um evento dessa magnitude.”
Apesar do encerramento na terça-feira, Euder afirmou que os organizadores já estão trabalhando para a realização da 18ª Consciência Cristã, que ocorrerá de 04 a 09 de fevereiro de 2016.
“Já lançamos oficialmente a 18ª Consciência Cristã na última segunda-feira. Agora, vamos ampliar a plêiade de preletores, trabalhando com outros nomes, focando na temática e definindo o foco de cada evento paralelo, para que nada possa fugir do tema principal do evento do ano que vem, que será 'Em nenhum outro há salvação'”, concluiu. (Texto extraído do site da Consciência Cristã).
Irmã Francinete e a irmã Lourdes.
Esposas dos missionários Clésio e Francisco.
Nós que fazemos a Revista O Caminho da Salvação também tivemos a participação no evento da Consciência Cristã. O Pr. Euder nos deu a oportunidade para apresentarmos a Revista O caminho da Salvação, material apropriado para a igreja aplicar nos lares não-evangélicos um curso bíblico em cinco encontros. Apesar do nosso tempo ter sido bastante limitado, muitos irmãos de vários estados do Brasil e de outros países (Portugal, EUA) nos procuraram durante o intervalo do almoço e adquiriram alguns kits da Revista O Caminho da Salvação.
Desde já agradecemos ao Pr. Euder pela oportunidade concedida, em podermos contribuir para o engrandecimento do Reino de Deus. Não devemos ser apenas consciente da nossa responsabilidade para evangelizar, mas obedecer e praticar. Tudo isso é para a glória de Deus. Querendo Deus, estaremos na próxima conferência. Amém.

Miss. Clésio Araújo e Pb. Francisco Gomes

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

O QUE DIRÍAMOS DA IGREJA ATUAL?

Precisamos seguir o exemplo do Apóstolo Paulo, um missionário sem interesse próprio. A igreja daquele tempo não ficava acomodada esperando que os pecadores fossem ao seu encontro. Já dizia Billy Graham: A Bíblia não manda que os pecadores procurem a Igreja; mas, que a Igreja saia em busca dos pecadores. No início, os irmãos saíam ao encontro dos perdidos em todos os lugares (At 5.45), sabe por quê? Porque estavam cheios do Espírito Santo. Foi o período em que a Igreja mais cresceu, haja vista às perseguições. O que diríamos da Igreja atual? ... e modernizou-se e enclausurou-se entre quatro paredes. Percebe-se, na atualidade, que o amor ao próximo cada vez mais está diminuindo, se é que existe! Esse é um dos sinais que antecede a vinda de Jesus.
No início da minha fé, propus em meu coração visitar todas as casas do bairro onde morei para entregar panfletos bíblicos. Fiz isso por duas vezes. Eu pensava que estava evangelizando. Lembro-me de que, um dia, cheguei a certo local, onde havia algumas pessoas debaixo de uma árvore, então pedi permissão para falar com elas. Ao entrar naquele ambiente, vi um cidadão sacrificando uma galinha preta, então, olhando bem, percebi que acabara de entrar em um terreiro de macumba, porém não me intimidei. Distribuí alguns panfletos, falei do amor de Jesus e saí em paz, graças a Deus. Depois aprendi que panfletar é diferente de evangelizar. Dediquei-me durante vinte e cinco anos como professor na Escola Bíblica Dominical, além de outras atividades internas da igreja. No final desses anos, vivenciei alguns momentos difíceis.
Em junho do ano 2006, apareceu na minha face um câncer de pele, todavia o Senhor curou-me, graças a Deus. Nesse mesmo mês, tive uma visão impressionante: o dia vinha raiando quando vi no céu duas dimensões interligadas por uma ponte estreita. Na dimensão do lado esquerdo havia árvores e muita gente. Algumas pessoas levantavam suas Bíblias com as mãos e seguiam em direção àquela ponte. A outra dimensão, a do lado direito, eu não podia olhar bem, pois o fulgor era muito forte. Vi também uma multidão caindo num abismo totalmente escuro. As pessoas que caminhavam sobre a ponte, jogavam cordas e gritavam: venham, este é o caminho. Algumas pessoas eram puxadas para cima; outras, em vez de subirem, seguravam as cordas e puxavam as de cima para baixo, todavia elas não caíam. Até hoje aquelas imagens ficaram impregnadas em meu subconsciente.
A partir dessa visão fui incomodado por Deus a sair de entre as quatro paredes dos templos, para ir em busca das pessoas que estão no mundo sem Deus e sem salvação. Procurei um material apropriado nas livrarias, que pudesse levar um curso bíblico aos lares, mas não o encontrei. Foi daí que comecei a escrever a Revista O Caminho da Salvação, com cinco lições bíblicas: Conhecendo a Bíblia; A origem e a queda do homem; A identidade de Jesus; Sinais que precedem a volta de Jesus e; O que devo fazer para ser salvo. Podemos dizer, ilustrativamente, que essas lições são “cordas” que estão sendo jogadas aos que vão descendo ao abismo.
Certo dia ouvi um “pastor” dizer: “evangelizar de casa em casa está ultrapassado, agora é pela internet”. Isso lembra a seguinte frase: “quando não queremos fazer algo, apresentamos uma desculpa; mas quando é do nosso interesse, damos um jeito”. Um outro disse: “vou sair por aí de porta em porta e pôr as mãos nas cabeças das pessoas e orar por elas”. Oh, que ideia brilhante! Ele só teve a ideia. Orar não é a mesma coisa que evangelizar. A internet, o rádio e a televisão são muito importantes quando bem utilizados, mas jamais substituem o contato pessoal. Se os meios de comunicação fossem a forma mais eficiente de se evangelizar, Jesus só teria deixado para vir nos tempos hodiernos.
Quem visita o doente é quem está com saúde, e não o contrário: os sãos não precisam de médico, mas, sim, os que estão doentes” (Mt 9.12). O paralítico é quem precisa de ajuda. Assim são as pessoas que vivem no pecado, elas necessitam do nosso apoio, pois estão paralisadas pelo pecado, e por isso não podem caminhar. Nosso Senhor, deixou-nos o maior exemplo: Ele ia de casa em casa para evangelizar e curar os enfermos. Sigamos suas pegadas.
A Igreja que não evangeliza deve ser chamada de outra coisa, menos de Igreja. Hoje existe igreja para todo gosto, algumas são piores que clubes exclusivistas. Humanamente falando, ser sócio de um clube ou agremiação torna-se bem mais salutar pelo esporte e lazer oferecidos, a participar de algumas reuniões egocêntricas meramente religiosas.
Infelizmente a politicagem dentro da Igreja está sufocando a principal missão ordenada por Cristo: “ide e fazei discípulos”. Muitos líderes religiosos não se preocupam com as multidões que vivem na sarjeta do pecado. A prioridade deles é o interesse próprio. Isso lembra a Europa, o berço da reforma protestante, que vem sofrendo desse mal há anos. Ela transformou-se num continente pós-cristão e apóstata. Hoje, o estado de morbidez não é um problema local, mas, mundial. A apostasia é um sinal da volta de Jesus (1Tm 4.1).
A igreja que conserva a doutrina dos Apóstolos, não fica morgada nas “arquibancadas” a ver milhões de humanos digladiando-se à semelhança dos torcedores de um clube de futebol. Não foi para isso que o Senhor Jesus constituiu a igreja; mas, para levar o “remédio” aos dilacerados pelo “gladiador”.
Portanto em que posição nos encontramos: sobre a ponte jogando as “cordas” da salvação aos que estão descendo ao abismo; ou do lado de baixo em direção ao inferno? “Se não fizermos nossa parte agora, e se quisermos fazer amanhã, talvez não dê mais tempo”. (Andressa Barragana). Abracemos a missão que o Senhor nos incumbiu. Maranata.
Miss. Clésio

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

UM GRANDE AVIVAMENTO NA AD DE NOVA CRUZ

A Assembléia de Deus na cidade de Nova Cruz, sob a responsabilidade do Pr. Francisco Flávio Epifânio, visando à expansão do Reino de Deus, recebeu a equipe da Revista O Caminho da Salvação, para a implantação do EBL - Estudo Bíblico no Lar.
Depois que os irmãos ouviram os palestrantes dentro do templo, pela manhã e tarde, saíram às ruas à aula de campo. Todos ficaram impressionados com a forma de abordagem, e da receptividade das pessoas que aceitaram o curso bíblico em suas casas. A Igreja pôde contemplar, verdadeiramente, que as almas estão sedentas a ouvir a Palavra de Deus. Já é comprovado desde o princípio, que quando a Igreja se dispõe ao modelo de evangelização praticado e ensinado por Cristo aos seus discípulos, não tem como dar errado.
A proposta central da Revista O Caminho da Salvação, é a evangelização fora das quatro paredes do templo, conforme o padrão bíblico. Quem ler as Santas Escrituras sabe que esse é o nosso papel como igreja do Senhor. Quem não brilha nas trevas, ainda não é igreja, infelizmente. É como disse o Senhor: “...Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são! (Mt 6.23). “A Bíblia não manda que os pecadores procurem a igreja, mas ordena que a igreja saia em busca dos pecadores” (Billy Graham).
Desde já agradecemos ao Pr. Flávio e sua família, e, também, a todos os irmãos, pelo carinho com que nos acolheram. Caso precisem de mais algum apoio, estamos à disposição.
Concluímos com as palavras do Apóstolo Paulo: “Não importa o que aconteça, exerçam a sua cidadania de maneira digna do evangelho de Cristo, para que assim, quer eu vá e os veja, quer apenas ouça a seu respeito em minha ausência, fique eu sabendo que vocês permanecem firmes num só espírito, lutando unânimes pela fé evangélica, sem de forma alguma deixar-se intimidar por aqueles que se opõem a vocês. Para eles isso é sinal de destruição, mas para vocês de salvação, e isso da parte de Deus; pois a vocês foi dado o privilégio de não apenas crer em Cristo, mas também de sofrer por Ele, já que estão passando pelo mesmo combate que me viram enfrentar e agora ouvem que ainda enfrento” (Fl 1.27-30) – (Referências bíblicas da versão NVI).
Miss. Clésio Ursulino e Pb. Francisco Gomes

domingo, 1 de fevereiro de 2015

O CAMINHO DA SALVAÇÃO CHEGA A CERRO CORÁ

A Igreja Assembléia de Deus em Cerro Corá, que está sob a liderança do Pr. Joel Avelino, abraça o projeto de Estudo Bíblico no Lar (EBL). Nós que formamos a equipe da Revista O Caminho da Salvação, reconhecendo a honra e o acolhimento dispensados a nós pelo Pastor Joel, por sua esposa Iracema, por seus filhos e, também, pela igreja do Senhor naquela localidade, desde já agradecemos de coração o apoio e o carinho a nós dispensados. Que Deus dê em dobro a todos vocês, tudo quanto foi feito em nosso favor.
O treinamento dado aos irmãos dentro do Templo, iniciou-se na sexta-feira à noite, e continuou no sábado pela manhã. A aula de campo, que aqueles irmãos receberam, mostrou-lhes como se aborda uma família para o curso bíblico em sua residência. Os irmão ficaram encantados com a estratégia, e perceberam que esse trabalho é muito importante, pois viram que as pessoas estão sedentas de Deus. É comum alguma pessoa apresentar dificuldades ao tratar-se de um curso bíblico, e, ainda mais, na casa da própria pessoa, porém, depois de certos argumentos, elas acabam cedendo.
        Após o treinamento, a equipe se reuniu no templo para avaliar o trabalho realizado, e corrigir algumas falhas consideradas normais.
Parabéns ao Pr. Joel, que Deus seja sempre contigo e com toda a igreja, e dizemos com muita sinceridade: o senhor realmente foi escolhido por Deus para pastorear. Estamos orando a Deus pelo senhor, por sua família e a Igreja, e pedimos que não deixem de levar o curso bíblico aos lares. Que esta Igreja venha ser um modelo para todas as outras coirmãs, em praticar a obra que o Senhor Jesus fez e mandou-nos fazer: evangelizar de casa-em-casa, e de aldeia-em-aldeia. A Revista O Caminho da Salvação foi feita para esse propósito, aproveite bem e, com certeza, os frutos virão. Parabéns para toda a Igreja de Cerro Corá.

Miss. Clésio Araújo e o Pb. Francisco Gomes.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

CRONOLOGIA BÍBLICA

A cronologia bíblica do Antigo Testamento é incerta. Até hoje não se tem uma definição concreta dos fatos para cômputo do tempo antigo. Os escritores da Bíblia cuidavam apenas em registrar os acontecimentos históricos que julgavam mais importantes. Já os assírios e os babilônios tinham certo cuidado em anotar algumas datas eventuais, porém, até onde se conhece, não há uma época eventual que sirva de apoio e referência para se ligar os fatos posteriores. Geralmente as datas eram anotadas ao começar o reinado de um monarca, mas, também, eles não tinham a uniformidade sequencial dos registros das datas. Por isso a cronologia bíblica está sujeita a sofrer interpretações diversas.
Apesar de tão poucas informações quanto ao tempo inicial da família judaica, podemos ter uma noção cronológica aproximada com base na história bíblica. O historiador Flávio Josefo, em um trecho do seu livro, diz:
“… pela história que escrevi em grego, sobre o que se passou durante cinco mil anos, que parece, pelas nossas Santas Escrituras, que nossa nação judaica é muito antiga…” [História dos Hebreus - pág. 1427].
(Fig. A)
A contagem cronológica a partir de Cristo a Adão é feita na ordem decrescente. Ao analisar esse período, com base em algumas informações do Antigo Testamento, calcula-se quatro mil e quatro anos aproximadamente. Esse período ao ser confrontado com outras pesquisas, é muito divergente, por conseguinte os cálculos não merecem muita confiabilidade. Conforme os dados no livro de Gênesis - capítulos cinco e capítulo sete, versículos seis e onze - podem ser vistos o somatório dos anos que abrange desde a criação do homem até ao dilúvio. No quadro ao lado (Fig. A), vemos que se passaram dez gerações de Adão a Noé, e essas gerações se delimitam num período aproximadamente de 1656 anos.
Para melhor compreender a formação do calendário da Era atual em que vivemos, tomaremos por base a fundação de Roma em 753 a.C. A contagem do calendário romano desde sua fundação em direção ao nascimento de Cristo é na ordem crescente (1,2,3,4,... ,753), porém do nascimento de Jesus em direção à fundação de Roma, a contagem é na ordem inversa. Em outras palavras, Jesus é o centro do calendário, onde podemos ver a história dividida em dois tempos: antes e depois de Cristo.
Não se sabe o ano em que Herodes, "o grande", morreu. Segundo alguns historiadores, ele morreu no ano 749 do calendário romano, já outros acham que foi no ano 750. Sabe-se pela Bíblia que ele antes de morrer, mandou matar todas as crianças de dois anos abaixo. Sua intenção era eliminar aquele que havia nascido em Belém da Judeia - Jesus:
Então Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito, e mandou matar todos os meninos que havia em Belém, e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos” (Mt 2.16).
(Fig. B)
Portanto o ano um (1) do nosso calendário deveria coincidir com o ano 747 (749 – 2 = 747) ou 748 (750 – 2 = 748) do calendário romano, e não com o ano 753, como foi calculado por Agostinho. Uma dessas duas datas seriam o primeiro ano do nascimento de Jesus. Já que o primeiro ano da Era cristã foi baseado no ano 753 de Roma, temos aproximadamente cinco anos de atraso no calendário atual. Por esse tempo, Jesus já estava com mais ou menos cinco anos de idade, logicamente. Quando se diz que Jesus nasceu no ano 5 a.C., é porque está se referindo aos anos anteriores que não foram computados (753 – 748 = 5 anos). Talvez o quadro acima (fig. B) ajude esclarecer um pouco mais. Que Deus seja conosco. Amém.

Miss. Clésio Araújo

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A FÉ EM O NOME DE JESUS

O médico Lucas relata no capítulo três de Atos, logo após o milagre do paralítico que pedia esmola na porta do templo em Jerusalém, o segundo discurso público de Pedro. Ele, mais uma vez, descreve os acontecimentos que envolveram a relação dos dois mais citados discípulos de Jesus: João e Pedro com alguns israelitas após a ressurreição de Jesus. Através de muitas minúcias, Lucas transmite uma mensagem bastante firme ao mostrar detalhes riquíssimos desses fatos. No milagre do paralítico que era levado à porta do templo para pedir esmolas todos os dias, o médico deixa muito clara a convicção do apóstolo Pedro de não poder atender a solicitação do mendigo que lhe pede uma esmola, pois ele não possuía recursos para dirigir ao necessitado algum tipo de ajuda. Porém ele pede ao paralítico que olhe para eles. E a expectativa do pedinte aumentou, pois aguardava alguma coisa deles. Porém, naquela tarde, ele não receberia algo da parte de Pedro e João, mas da parte de Jesus Cristo, o Nazareno. Pedro disse-lhe: “Levanta-te e anda.” A fé em o nome de Jesus deu-lhe perfeita saúde. (At 3.16).
Lucas narra que os pés e os artelhos do homem se firmaram, ele pôs-se em pé e entrou no templo com Pedro e João saltando, andando e glorificando a Deus. Não sabemos se o apóstolo Pedro já havia, em outra ocasião, encontrado aquele homem na porta do templo, mas, provavelmente, pelo fato de ele ser levado todos os dias para aquele lugar, não era um desconhecido. Visto que ele também frequentava o templo nos momentos de oração constantemente. O dia do milagre daquele paralítico chegou. Deus não o queria esmolando e livrou-o daquela situação humilhante. Isso nos faz pensar que Deus tem as respostas para toda necessidade humana e na hora certa ele vai agir e operar o milagre que precisamos. A graça de Deus é dada a toda humanidade. Ainda hoje, precisamente, nesse exato momento, Ele está realizando tantos outros milagres, atendendo as mais diversas carências em todo mundo. Ele não se cansa nem se fadiga e não há limite para seu amor. O mais surpreendente foi a reação daqueles que conheciam o coxo que fora curado. “Eles ficaram cheios de pasmo e assombros” por verem o paralítico curado. Talvez buscassem entender como aquilo se realizara e de onde veio o milagre que o tornara são.
No alpendre de Salomão, o povo encontrou o ex-coxo junto com Pedro e João. O olhar da multidão para eles já os preocupava, pois parecia querer atribuir tal feito a eles. Porém Pedro os advertiu que o milagre operado na vida do paralítico de fazê-lo andar não foi pela sua própria virtude ou santidade. Porém aquele milagre se realizou pela fé em o nome de Jesus. É importante salientar que Pedro não focou a cura do paralítico como resultado de seu mérito ou poder de influência com Jesus. Ele destinou toda a glória para aquele que tem todo o poder no céu e na terra (Mt 28.18). Ele tinha perfeita consciência de que fora chamado por seu Mestre e enviado ao mundo para ser apenas testemunhas de sua morte e ressurreição. Jesus não o comissionou para ser um fazedor de milagres e atrair muita gente após si. Portanto ele inicia um belo discurso e, pela segunda vez, aponta Jesus Cristo como a razão para tão grande poder entre eles.
Naquele momento, todos, ao ouvirem o discurso de Pedro, pareciam se sentir em um banco de réus. Mas foram aliviados em seus sentimentos, por serem vistos pelo apóstolo Pedro como ignorantes em suas ações. Em vez de ficar lançando culpa sobre os seus coirmãos, ele convoca-os ao arrependimento e à conversão para que o perdão de Deus chegue até eles. Além disso, Pedro lembra-lhes as Escrituras acerca do que elas informam sobre Jesus. Portanto leva-os a compreender que ainda existe um pouco de tempo para que se arrependam e revela-lhes que o Cristo ressuscitado foi enviado primeiro a eles para abençoá-los. (At 3.26).
Ainda hoje, a cura divina e a intervenção miraculosa de Jesus são efetuadas, Ele pode restaurar tanto física quanto espiritualmente a humanidade desmoronada, pois Ele não mudou. (Hb 13.8). Porém estão acontecendo muitas coisas esquisitas em movimentos ditos evangélicos, por alguns líderes religiosos, principalmente, nas últimas duas décadas. Esses se preocupam muito mais em divulgar o nome das suas instituições, e a exaltação dos seus próprios nomes. Eles manipulam com técnicas e muitas charlatanices alguns incautos que se submetem à maldade e ao engano de seus corações. Jesus já nos advertiu que tivéssemos cautela com os tais, eles estão em muitos lugares, espalhados em todo o mundo (Lc 21.8). O apóstolo Paulo, em sua segunda carta a Timóteo, certifica-o dos falsos líderes que surgirão, mas orienta-lhe sofrer as aflições de Cristo como um bom soldado. (2Tm 3.1-5; 2Tm 2.3).
Que Deus nos ajude a discernir, pelo Espírito Santo, as astutas ciladas do enganador de nossas almas. Entreguemos toda a nossa vida ao Senhor dos senhores, pois estará para sempre conosco e não poderá morrer jamais. (Mt 28.20b).
Pb Francisco Gomes

TRABALHEMOS ENQUANTO É DIA

O Caminho da Salvação chegou a mais uma igreja do interior do nosso Estado. Dessa vez foi a AD na cidade de Maxaranguape/RN, pastoreada pelo Pr. Joaquim Delfino. Após as orientações dadas aos irmãos daquela igreja, saímos às ruas à aula de campo. Essa é a parte principal do nosso trabalho, pois iremos praticar aquilo que ensinamos. Na aula de campo é onde se aprende as estratégias de abordagens às pessoas que não conhecemos. Das famílias que abordamos em Maxaranguape, todas aceitaram o estudo bíblico em suas casas, o aproveitamento foi cem por cento, graças a Deus. É trabalhando que se aprende, não adianta aulas e mais aulas, cursos e mais cursos sem praticar.
As cinco lições bíblicas da revista O Caminho da Salvação são bastantes elementares, basta tão somente fazer a leitura do conteúdo, e seguir a ideia central do texto em apreço. Ao ministrar cada aula, sem fugir do assunto principal, com certeza os resultados virão. Lembre-se: não trate de outro assunto fora de cada lição.
Se você tem desejo de evangelizar, agora pode realiza-lo adquirindo as revistas O Caminho da Salvação. Temos a do discipulador e a do aluno. Você pode fazer o seu pedido pelos telefones (84) 8737.0605, (84) 9666.8284, ou ir até a livraria O Mundo dos Evangélicos em Natal/RN, no bairro do Alecrim.
Miss. Clésio Araújo e o Pb Francisco Gomes.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A CONTÍNUA PRESENÇA DE JESUS

O médico Lucas é o narrador do livro Atos dos Apóstolos. Baseou sua narrativa em testemunhos e fatos apresentados pelos apóstolos de Jesus. Ao iniciar sua narrativa, em (At 1.1-3), o evangelista menciona uma relação muito íntima de Jesus com seus discípulos e aponta momentos de elevada comunhão entre eles. Seus escritos são dirigidos a Teófilo e, logo, no primeiro versículo, afirma que os fatos narrados são um tratado. Ou seja, um estudo minucioso de tudo que Jesus começou não só fazer, mas a ensinar (At 1.1). Note que a ênfase dada por Lucas naquilo que deseja mostrar a pessoa a quem dirige sua pesquisa está tanto no ensinar quanto no fazer de Jesus.
O que ele pretende focar nesse livro é que o interesse a ser despertado em seus leitores deve ser o aprender como o fazer de Jesus se realizava. E nesse caso, por isso precisou mostrar a expansão rápida do evangelho e o crescimento de seus seguidores que se espalhou da Judéia até Roma.
O fazer de Jesus é uma ação que continua na vida de seus discípulos e que ainda pode ser aprendido nos dias atuais. Não se trata de uma situação do passado, mas acontece no presente e se estende para o futuro. Ele diz: não só fazer, mas a ensinar. Note que a ordem entre os verbos fazer e ensinar nos permite a leitura de ensinar enquanto se faz.
Jesus ensinava suas ações à medida que as tornava práticas. Por isso que Lucas, em princípio, narra os fatos, em seu primeiro tratado, as ocorrências de seu ministério terreno. No primeiro momento, ele apresenta a Teófilo, entre algumas outras coisas, vários sinais, milagres e maravilhas feitos por Jesus. Enquanto que, no segundo momento, no livro dos Atos dos Apóstolos, ele fala dos atos de Jesus ressuscitado, através do Espírito Santo. Isso deveria chamar a atenção de Teófilo para que ele entendesse que Espírito Santo levaria os discípulos de Jesus a continuarem seu poderoso ministério.

No versículo segundo, é nos dito que Jesus deu aos apóstolos que escolhera mandamentos pelo Espírito Santo. Mas o que Jesus ensinou a seus discípulos fazerem? Que instruções foram essas? Como deveriam realizá-las? Note que Ele não ensinou nada mais além do que já havia dito no seu convívio com seus discípulos antes da ressurreição. Quando estava com eles certa vez, notificou-lhes que enviaria o Espírito Santo para lembrar tudo o que lhes havia dito. Com isso entendemos que se havia necessidade da lembrança de seus ensinos era porque seria a vez dos discípulos serem levados pelo Espírito Santo a realizar a obra de Deus à medida que eram também ensinados. Veja que, em um momento da vida ministerial de Cristo, antes de sua morte e ressurreição, aos discípulos foi revelada a salvação de Deus. Porém, após sua ressurreição, eles deveriam lembrar-se de todas as coisas já lhes ensinadas e a principal delas era que Jesus é o fundador da fé cristã e que a estratégia das ações a ser continuada é dada por Ele. O desejo de Jesus é que a fé cristã prolifere abundante e rapidamente em uma ação que se estabeleça em todo o mundo, a prioridade da pregação de seu evangelho para o conhecimento e salvação de toda criatura. 
Portanto o Salvador está vivo e os guiará no caminho da salvação nas ações necessárias a serem feitas até a consumação dos séculos. Sua presença permanecerá para sempre com eles.
Pb Francisco Gomes

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O CAMINHO DA SALVAÇÃO EM IPANGUAÇU


A equipe da Revista O Caminho da Salvação esteve em Ipanguaçu/RN (17 e 18/01/2015) implantando o Estudo Bíblico no Lar (EBL). Foi um trabalho brilhante realizado juntamente com os irmãos da Assembléia de Deus, pastoreada pelo Pr. José Gildenor da Silva. Aquela Igreja agora pode contar com um projeto de evangelização eficiente e eficaz até ao seu arrebatamento.
Aconselhamos aos que irão evangelizar, revestirem-se das armaduras de Deus (Ef 6.10-18), e também crescerem mais e mais na graça e no conhecimento da Sua Palavra. O Apóstolo Paulo diz que é perseverando nestas coisas que salvar-nos-emos e salvaremos também aos que nos ouvem (1Tm 4.16). Lembremo-nos de que se essas virtudes não estiverem, em primeiro lugar, nas nossas vidas, por mais que tenhamos um projeto de evangelização bem elaborado, o fracasso será inevitável.
Ficamos maravilhados com a receptividade do Pr. Gildenor, também da sua família, e de todos os irmãos presentes naquele treinamento. Ao sairmos às ruas para treinamos os grupos evangelizadores, o pastor Gildenor foi conosco também, para ver como se fazia o agendamento de estudo bíblico nos lares. Os irmãos em Cristo daquela igreja estão de parabéns, pois quando o pastor põe a mão no arado na direção do Espírito Santo de Deus, a igreja cresce em número e em qualidade. Isso pudemos ver na AD de Ipanguaçu. É muito importante quando o pastor marca presença fora das quatro paredes do templo, para fazer o que Cristo ordenou; mas, infelizmente, muitos não têm essa coragem, acham que sentados em uma poltrona, só mandando os outros irmão evangelizarem, pensam que estão evangelizando também. Oremos ao Senhor para que envie obreiros para Sua seara.
Agradecemos em primeiríssimo lugar ao Senhor Jesus Cristo por nos conceder essa rica oportunidade. Também agradecemos ao Pr. Gildenor da Silva, sua família, e a todos os irmãos pelo caloroso afeto. Estamos orando por todos vocês.
Miss. Clésio Araújo e o Pb Francisco Gomes

sábado, 20 de dezembro de 2014

NATAL, PARA OS POBRES OU PARA OS RICOS?

“E, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus. Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir. Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem e quando vos separarem, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do homem. Folgai nesse dia, exultai; porque eis que é grande o vosso galardão no céu, pois assim faziam os seus pais aos profetas. Mas ai de vós, ricos! porque já tendes a vossa consolação. Ai de vós, os que estais fartos, porque tereis fome. Ai de vós, os que agora rides, porque vos lamentareis e chorareis. Ai de vós quando todos os homens de vós disserem bem, porque assim faziam seus pais aos falsos profetas”. (Lc 6.20-26)
Todos os anos, em várias partes do mundo, o comércio enfeita suas portas, as ruas das cidades ficam mais iluminadas e belas e os lares se enchem de cores para comemorar o Natal. Muitas pessoas, nessa época, saem em busca de presentes para fazer a chamada confraternização pela troca deles.
A indústria de brinquedos, por sua vez, aproveita o ensejo para produzir mais novidades e deixar seus consumidores mais satisfeitos pelas variedades de ofertas que lhes são apresentadas.
E é nesse clima de muita festa, que a figura do Papai-Noel também ganha destaque por se apresentar muito interessada em doar presentes.
Infelizmente, nós, cristãos, temos nos envolvido também nesse espírito natalino que aponta para uma visão de conforto em que associamos o Natal à troca de presentes. Isso indica um tipo equivocado de se confraternizar, que se resume entre apenas os que doam presentes na intenção de receber outros presentes.  Quem não pode comprar presentes para doar ou quem não pode receber presente, porque não pode recompensá-lo, não está inserido nesse tipo de espírito natalino.
Porém isso tudo destoa do verdadeiro Natal. Para entendermos a missão do real nascimento de Jesus Cristo, vamos iniciar olhando o capítulo seis de Lucas dos versos vinte a vinte e seis que falam do benefício de Deus aos pobres.    
Em primeiro lugar, quem são os pobres a quem Jesus se refere? Pobre, na expressão de Jesus, significa aquele que padece necessidade por falta de suas condições básicas de sobrevivência, e é destituído de qualquer reconhecimento e honra.
No entanto Jesus nasceu para evangelizar os rejeitados desse mundo, os desvalidos. (Lc 4.18) Natal nada mais é do que Filho de Deus trazendo seus benefícios físicos e espirituais do seu Reino aos pobres.
Na Bíblia, a condição dos pobres é mostrada e chama-nos atenção pelas qualidades indignas em que ela se apresenta. Eles viviam nos campos, levantavam muito cedo para caçar animais, colherem erva para alimentar a eles próprios e aos seus filhos, segavam nas vinhas dos ricos que eram deixadas para trás, andavam nus no relento e, no frio da noite, não se aqueciam, ficavam expostos à chuva e ao sereno.
Eles eram bastante explorados e humilhados. Seus filhos eram retirados do peito de suas mães por penhor de dívidas contraídas que não eram pagas, trabalhavam para os ricos e não tinham direito de se suster com o produto de seu trabalho. Durante o inverno por não terem lugar seguro para habitar se refugiavam nas grutas das montanhas e poucos que habitavam na cidade mendigando, eram mortos à noite pelos ímpios. (Jó 24.2-14)
Então podemos definir, pela bíblia, que todos aqueles que não conseguem ter seus direitos respeitados por causa de sua fragilidade e sofrem opressão dos prepotentes são considerados pobres.
No livro de Isaías, no capítulo primeiro, do décimo versículo ao vinte e oito, vamos encontrar Deus criticando os sacrifícios apresentados pelo povo de Israel a Ele. Dessa vez, a crítica não era pela qualidade do que era sacrificado, mas pelas iniquidades dos ofertantes.  Deus rejeitou as ofertas daquele povo pelo fato de seus príncipes serem rebeldes e companheiros dos ladrões, por eles amarem os subornos contra o pobre; não fazerem justiça ao órfão e desprezarem a causa das viúvas.
A opressão ao pobre era tão grande que outro profeta chamado Amós argumenta por que Deus não retirava o castigo da nação israelita. Os ricos, opressores dos pobres, vendiam o justo como escravo por um par de sapatos. Eles dormiam com as roupas empenhadas e cobravam dos pobres suas dívidas que se convertiam na perda de suas vinhas para eles.
Portanto é importante notar que não vale só que nosso dever religioso esteja bem perante o Senhor para que Ele se agrade de nós. Precisamos atentar para a maneira que Ele constitui e nos ensina a viver em seu Reino, onde o principal mandamento de Deus une-se e irrompe-se extraordinariamente em benefício do necessitado, para que amemos a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos.
O grande desafio nosso é andar pelos caminhos ensinados por Jesus e, cada dia, nos aproximarmos do modelo de vida por Ele ressaltado. Precisamos mostrar ao mundo que somos novas criaturas geradas por Cristo e que, apesar do padrão mundano ser bastante atraente, estamos dispostos a seguir suas orientações que nos possibilitam um novo viver pela fé em o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
O mundo precisa ver nosso testemunho cristão e glorificar a Deus pelo excelente modelo de vida traçado por Ele e vivido por nós, que nos guia à verdadeira vida. Não necessitamos de ter a preocupação de sermos parecidos com o mundo. Tudo isso somente para mostrar ao mundo que somos semelhantes a ele.
Portanto Deus clamava por justiça aos chefes da casa de Jacó e aos maiorais da casa de Israel que abominavam o juízo e pervertiam todo o direito. (Mq 3.9) Segundo o profeta Miqueias, os anciãos davam sentença por presentes, os sacerdotes ensinavam por interesse próprios e os profetas adivinhavam por dinheiro. Estava instalada, em Israel, uma abominável perversão contra o Senhor.
Porém a justiça de Deus é requerida em favor dos pobres e oprimidos, dos famintos e dos doentes. Um rei justo sempre se levantará em favor dos pobres, dos órfãos e das viúvas, porque são os desvalidos desse mundo que necessitam ter seus direitos respeitados.
Jesus afirmou a justiça do Reino de Deus quando entrou em uma sinagoga, na sua cidade Nazaré, num dia de sábado e foi lhe dada a oportunidade para ler. Ele abriu o livro do profeta Isaías no lugar em que estava escrito: O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados de coração, A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor”. (Lc 4.18,19)
Então, do início de seu ministério até chegar a Jerusalém onde foi sacrificado, Jesus tornou pública sua vocação de enviado de Deus para desenvolver a verdadeira justiça aos pobres e oprimidos. Ele vai ao encontro de todas as necessidades físicas e espirituais. Compadece-se das multidões que chegam a Ele em busca de solução para os mais diversos problemas e estende a mão aos pecadores e publicanos, prostitutas e gentios.  
Jesus viu que todos os marginalizados precisavam de sua ajuda e não lhes negou nenhum benefício. Ele alimenta a multidão faminta e estende sua mão aos cansados e abatidos pelo desprezo dos outros. Usou de misericórdia com os pecadores e ofereceu-lhes seu perdão. (Mt 4.16).
Nos dias atuais, poderíamos qualificar os pobres pelos índices de cálculos feitos pela ONU ou pela União Europeia, que apontam respectivamente rendas per capta de um dólar e vinte cinco centavos por dia e sessenta por cento da renda média da população do país. No Brasil, define-se por pobre quem ganha até R$ 140,00 por mês. Não importa o índice econômico que delineia a pobreza no mundo, basta só que estejamos interessados por Jesus, para Ele nos ajudar.

Então, ao sabermos que Deus se incomoda conosco, só precisamos agora crer que, por mais que algumas coisas, nesse mundo, possam nos faltar, Ele pode nos ajudar independentemente de quais sejam nossos problemas. Ele nos conhece individualmente, sabe as nossas fraquezas, por isso se interessa em nos socorrer. Ele verdadeiramente nos ama. 

Pb Francisco Gomes

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

OU SERÁ QUE JESUS ESTÁ ERRADO?


Qual o tipo de evangelização mais eficiente?

Seria a evangelização pessoal? Ou jogar no espaço um monte de informações por meio de um som muito potente? Ah, eu quase esqueci! Certo dia um pastor me disse: “a evangelização pessoal está ultrapassada, agora é pela internet”, você concorda? Já que esse pastor não quer ir evangelizar no lugar certo, pergunto: o que ele está fazendo dentro do templo? Culto de doutrina? Oração? Reuniões e mais reuniões? É isso que ele faz? Que faça..., mas, pelo menos, deveria fazer o serviço mais importante da igreja: evangelização. Ou será que o campo missionário é dentro do templo? Seria bom que ele fizesse tudo pela internet: culto de doutrina, escola dominical, casamento..., aliás, nem precisaria de templos. Se eu fosse ele, venderia o patrimônio da igreja e compraria computadores para os irmãos que não podem comprar, e, se sobrasse dinheiro, ainda daria para fazer outros benefícios à comunidade - que tal?
Quero que todos saibam que não sou contra a divulgação da Palavra de Deus por nenhum veículo: seja pela televisão, pelo rádio, carro de som, internet ou outro tipo qualquer, porém nenhum desses meios de comunicação substitui perfeitamente o contato pessoal. Se o contato pessoal não fosse o modelo mais eficiente, Jesus não teria vindo naquele tempo quando nada existia, teria deixado para vir somente agora por causa da internet.
Na evangelização pessoal acontecem discussões interessantes: tiram-se dúvidas, aprende enquanto se ensina, contam-se experiências e ainda fazem-se novas amizades. Você se lembra da mulher samaritana que encontrou-se com Jesus no poço de Jacó? O que aconteceu? Em pouco tempo ela tornou-se uma missionária, sim ou não? Sabe por quê? Porque houve interação. Esse é o melhor jeito de formar discípulos e, diga-se de passagem, com eficiência e eficácia. Para uma pessoa tornar-se seguidora de outra, poderá levar pouco tempo, ou mais tempo, irá depender do transmissor-receptor.
Vejamos um exemplo na área secular: numa faculdade, um professor de odontologia treinou vinte alunos para serem odontólogos. Depois de certo tempo, todos terminaram o curso. Eles viram que era preciso investir altos valores para se montar um gabinete odontológico, mas nem todos tiveram condições. Desses vinte alunos, apenas oito conseguiram equipar o consultório. O restante, alguns foram ser comerciantes, outros foram ser professores de uma escola, e outros, empregaram-se numa fábrica. Quantas pessoas podemos dizer que são odontólogas? Todas não terminam o curso? E por que só podemos contar com oito pessoas? Sabe por quê? É porque elas exercem o ofício. Assim é em qualquer área da vida.
Portanto o sujeito só pode ser chamado de discipulador ou evangelizador se praticar, porém se alguém não evangeliza, não deve dizer que é evangélico. Sejamos mais obedientes ao Senhor Jesus, e pratiquemos o modelo mais eficiente que Ele nos ensina através das Santas Escrituras, pois é impossível dar errado. A evangelização pessoal é muito simples, e seu custo é quase nada. Ora, será que Jesus está errado, e o "bendito" pastor acima é quem tem razão? Vigiemos, o mundo está cheio de pessoas cavilosas!
Miss. Clésio

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O CANDELABRO

O candelabro ou castiçal é o famoso menorah de Deus, é um dos símbolos mais expressivos do judaísmo, todo feito de ouro puro batido. Ele é formado por sete hastes ocas: três delas ficam à esquerda e três à direita, da haste central. O mastro central está apoiado sobre sua base, onde se põe o azeite. Por dentro dessas hastes estão os pavios que alimentam as lâmpadas com esse azeite. Uma vez abastecido, o fogo não se apaga nem de dia e nem de noite. Somente o sacerdote estava autorizado por Deus a abastecer o candelabro. Esse era o único ornamento que iluminava os quatro cantos do Lugar Santo do Tabernáculo. Um detalhe: não era feito sob medida, sua função principal era emitir raios de luzes. O candelabro feito por Moisés, alegoricamente, aponta para Cristo, a verdadeira luz que alumia o mundo inteiro e que não pode ser medida. Seus "raios de luzes" são insondáveis. O Apóstolo Paulo diz: “ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos”! (Rm 11.33).
Enquanto a luz do Candelabro preenchia apenas os quatro cantos do santuário, e vista somente pelos sacerdotes, a luz de Cristo preenche os quatro canto do mundo, que brilha sobre a humanidade inteira. Só não vê que não quer. Aliás, essa luz está além do nosso entendimento, ela preenche os céus e a terra.
“O povo, que estava assentado em trevas, viu uma GRANDE LUZ; aos que estavam assentados na região e sombra da morte, a Luz raiou” (Mateus 4.16). “Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens” (João 1.4). "Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida" (Jo 8.12), disse Jesus.
A marca do cristão é reluzir o brilho de Cristo. Se realmente temos esse brilho, é impossível não resplandecer em densas trevas. Quanto mais trevas, mais luz
“Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 5.14-16).
Comparando o candelabro com a videira, vemos que eles são muito semelhantes, enquanto o primeiro gera a luz, o segundo gera a vida. As hastes laterais do candelabro só tinham luzes se os seus pavios estivessem ligados na haste central. Da mesma forma são os galhos da videira, eles só têm vida se estiverem ligados ao seu tronco, isto é, na haste central. Ao ler João capítulo 15, entende-se perfeitamente que o próprio Jesus se compara ao tronco da videira e nós somos comparados aos seus ramos:
“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado. Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem. Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito”.

Portanto os sacerdotes sempre cuidavam de pôr o azeite no castiçal, para o pavio não fumegar. Caso fumegasse, o sacerdote procurava solucionar o problema, pois a lâmpada não podia ficar sem brilhar. Trazendo isso para os dias hodiernos, há muitas igrejas que só têm fumaça, o pavio está fumegando há tempo, falta o azeite. Biblicamente o azeite representa o Espírito Santo. Quando alguém só tem fumaça, certamente há alguma coisa errada. O principal problema para deixarmos de brilhar, é o pecado. Para isso, é preciso primeiro lavar-se no sangue do Cordeiro que tira o pecado do mundo, pois o Espírito Santo só habita em casa limpa. Um crente cheio do Espírito Santo tem prazer na leitura da Bíblia, na oração e procura compartilhar o evangelho de Jesus Cristo aos seus semelhantes. Que Deus nos ajude a brilhar. Amém.

Miss. Clésio

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

AJUDEM-NOS A AJUDAR

Quarta edição da Revista O caminho da Salvação
 pronta para se evangelizar.
Pb Francisco Gomes e o Miss. Clésio
Desde o ano 2011 que evangelizamos com a revista O Caminho da Salvação, e ao ser convidado, ajudamos aqueles que estão à frente das congregações. Muitos que têm adquirido a Revista O Caminho da Salvação já evangelizaram centenas de pessoas. Sabemos que o método mais eficiente para se evangelizar é o aquele que Jesus Cristo utilizou e ordenou: "ide e ensinai". Esse é o modelo que nossa literatura propõe durante cinco encontro na casa das pessoas, onde debate-se cinco temas de grande relevância.
Pasta do aluno para
guardar os fascículos.
Na foto acima, à esquerda, temos o Pb Francisco Gomes que o Senhor tem usado neste trabalho. Desde 2012, ele não mede esforços para nos ajudar. Sou grato a Deus por sua vida. Como seria bom se os que fazem parte do ministério da igreja, tivessem a visão, disposição e simplicidade que esse homem de Deus tem! Creio que milhões de pessoas não teriam morrido sem serem evangelizadas.
Revista do Mestre
Pasta com fascículos
Há muitos que não conhecem a Revista O Caminho da Salvação. Ontem quando apresentei a certo pastor o conteúdo do material, as estratégias e sua qualidade, disse-me: “estou impressionado com o que estou vendo, eu pensava que você era mais um vendedor de revistas, mas acabo de crer que esse material é muito útil para a igreja adquiri-lo, e é o que vou fazer de hoje por diante”. Não pense você assim como esse pastor, pois todos que tomam conhecimento da Revista O Caminho da Salvação ficam inteirados que o custo-benefício do material é superior a qualquer obstáculo, graças a Deus.
Quero esclarecer, portanto, que o dinheiro arrecadado com a venda da Revista O Caminho da Salvação, o lucro não dá para cobrir as despesas da viagem, quando vamos dar o treinamento na congregação, se o pastor não nos ajudar, fica inviável o deslocamento. Portanto o material é repassado praticamente abaixo do preço de custo. Ore por nós e ajudem-nos a ajudar.
Miss. Clésio