Precisamos
seguir o exemplo do Apóstolo Paulo, entre muitos outros, o qual não mediu
esforços para fazer missões sem interesse próprio. A igreja daquele tempo não
ficava esperando que as pessoas fossem ao seu encontro, e, diga-se de passagem,
não havia os recursos que temos hoje: rádio, televisão, internet etc.; mas, ela
ia ao encontro das pessoas de casa em casa (At 5.45), porque estava cheia do
Espírito Santo, que é o maior e o melhor recurso. Foi o período em que a Igreja mais cresceu, haja vista às
perseguições. O que diríamos da Igreja atual? ..., e modernizou-se e enclausurou-se
entre quatro paredes. Percebe-se nos dias atuais, que o amor ao próximo cada
vez mais está diminuindo. Esse é um dos sinais em vigor que antecede a vinda de
Jesus.
Certo dia ouvi um pastor dizer: “evangelizar de casa em casa está ultrapassado, agora é pela internet”.
Isso lembra uma outra frase que diz:
“quando não se quer fazer algo, apresenta-se uma desculpa; mas quando é de
interesse próprio, procura-se um jeito”. Um outro disse: “vou sair por aí de porta em porta e pôr as mãos nas cabeças
das pessoas e orar por elas”. Oh, que ideia brilhante! Mas orar não é evangelizar,
aliás, ele só teve a ideia de sair por aí pondo as mãos nas cabeças das pessoas.
É bem verdade que não se deve desprezar os meios de
comunicação, porém é impossível eles substituírem o contato pessoal. É
comprovado que uma visita é mais importante que qualquer veículo de
comunicação. A Igreja não deve esperar pelas pessoas; mas ir ao encontro delas para evangelizá-las. Quem visita o doente é quem
está com saúde, e não o contrário: “os
são não precisão de médico, mas, sim, os que estão doentes”, disse Jesus. O
pecado é uma doença que paralisa qualquer pessoa, logo, o "paralítico" é quem precisa de ajuda, pois não pode caminhar. Foi assim que Jesus fez - ia de aldeia em aldeia evangelizando e curando os enfermos e mandou-nos que fizéssemos também.
A Igreja que não evangeliza deve ser chamada de outra
coisa, menos de Igreja evangélica. Hoje existe igreja para todo gosto, algumas
são piores que clubes exclusivistas. Aliás, humanamente falando, ser sócio de
um clube ou agremiação torna-se bem mais atraente pelo esporte e lazer oferecidos ali, a participar de reunião política-religiosa nos templos ou em qualquer outro lugar.
Ultimamente ouve-se falar mais de política dentro da Igreja do que da principal
missão ordenada por Cristo: evangelizar. Não há preocupação em muitos líderes religiosos para com as multidões que
vivem na sarjeta do pecado. A prioridade de tais líderes está no interesse pessoal, buscam se promoverem de todo jeito. A
maioria das reuniões dentro dos templos são mais egocêntricas que cristocêntricas. Isso lembra a
Europa, o berço da reforma protestante, que vem sofrendo desse mal há anos, onde transformou-se
num continente pós-cristão e apóstata. Hoje, o estado de morbidez não é um problema local, mas mundial.
A igreja que conserva a doutrina dos Apóstolos, não
fica enclausurada, não senhores, ela não fica sentada nas “arquibancadas” a ver milhões de humanos
digladiando-se à semelhança dos torcedores de um clube de futebol, quando vão
assistirem seus times jogarem. Não foi para isso que o Senhor constituiu a
igreja; mas, para levar o “remédio” aos dilacerados pelo “gladiador”.
Em
que posição você prefere estar: do lado de cima a jogar às “cordas de salvação”
aos que estão descendo ao abismo; ou do lado de baixo em direção ao inferno?
Abracemos a missão que o Senhor nos incumbiu. “Se não fizermos nossa parte agora, e se quisermos fazer amanhã, talvez
não dê mais tempo”. (Andressa Barragana). Infelizmente o investimento em evangelização deixa muito a desejar. Maranata.
Miss. Clésio Araújo
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